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Série Fotossíntese - Parte 1: processo vital para a vida

Atualizado: Mai 12

É impossível estimar a importância da fotossíntese na manutenção da vida na Terra. A fotossíntese (significado “síntese utilizando a luz”) é o processo pelo qual plantas, algas e outros organismos fotossintéticos transformam energia luminosa em energia química. Se esse processo acabasse, logo haveria falta de alimentos e produção de matéria orgânica na Terra. A fotossíntese tem apoiado o crescimento da civilização humana desde a origem da agricultura. Além do mais, sem a fotossíntese a maioria dos organismos vivos desapareceriam e, com o tempo, a atmosfera da Terra se tornaria quase desprovida de oxigênio gasoso. A fotossíntese é, portanto, um processo central para a manutenção da biosfera, ou seja, para a existência de vida na Terra.


De forma geral, na fotossíntese a energia da luz solar é usada para impulsionar a oxidação da água (H2O), produzindo gás oxigênio (O2), íons hidrogênio (H+) e elétrons. A maioria dos elétrons removidos e íons hidrogênio são transferidos para o dióxido de carbono (CO2), que é reduzido a produtos orgânicos. Na maioria das células fotossintéticas, os hidratos de carbono - especialmente amido e a sacarose - são os principais produtos orgânicos diretos de fotossíntese. A energia armazenada nessas moléculas pode ser utilizada mais tarde nos processos celulares na planta e servir como fonte de energia para todas as formas de vida.


Figura 1. No processo fotossintético a luz, água e dióxido de carbono absorvidos são utilizados na produção de açúcares e oxigênio.


A fotossíntese ocorre em dois estágios: um constituído por reações fotoquímicas e as reações de carboxilação. Na reação fotoquímica, a energia da luz é absorvida por pigmentos chamados clorofilas e usada para conduzir uma série de transferências de elétrons, resultando na síntese de adenosina trifosfato (ATP - fonte de energia para a célula realizar seus processos celulares) e o doador de elétrons reduzido nicotina adenina dinucleotídeo fosfato (NADPH). Na reação de carboxilação, antigamente chamada de fase escura, o ATP e o NADPH formados nas reações fotoquímicas são usados para reduzir o dióxido de carbono a compostos orgânicos de carbono. Essa assimilação de carbono inorgânico em compostos orgânicos é chamada fixação de carbono.


As plantas ainda desenvolveram três vias fotossintéticas (C3, C4 e CAM), cada uma em resposta a condições ambientais distintas, resultando em diferenças em seus padrões ecológicos de crescimento e distribuição. Essa variação fisiológica é combinada com muitas outras adaptações morfológicas e anatômicas para permitir que as plantas explorem uma ampla variedade de habitats aquáticos e terrestres em todo o mundo.




Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=BCIY_xELfaA&list=PLI1XjFOSo4gPnFD37G9R-fiQMtBiLXs8m&index=1


Nesse contexto, o Blog PlantaConsciência quer mostrar para nossos leitores que a fotossíntese não apenas possibilitou a estruturação da vida que existe, como mantém esta vida. E para isso é primordial compreender a fotossíntese como processo vital, não apenas para as plantas, mas para a existência de vida no planeta como um todo. Nas próximas semanas vocês terão acesso ao seriado sobre a Fotossíntese, onde vamos abordar o papel da luz na fotossíntese, a estrutura do aparelho fotossintético e os processos que iniciam com a excitação da clorofila pela luz e culminam na síntese de ATP e NADPH, bem como o uso desses produtos das reações luminosas nas reações de carboxilação da fotossíntese. E finalmente, o impacto das mudanças ambientais sobre a fotossíntese.


Texto escrito pela Fábia Barbosa Silva


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