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Cutícula, o fantástico recobrimento das plantas

Atualizado: Abr 17

Você sabia que órgãos das plantas como caules, folhas, flores e frutos possuem um recobrimento chamado cutícula?

A cutícula é uma camada lipídica extracelular que reveste as células epidérmicas externamente. É composta por uma camada de cutina, formada por ácidos graxos de 16 a 18 carbonos com ligações éster, que corresponde entre 40 a 80% da cutícula. Incorporados a cutina, estão presentes ceras intracuticulares de natureza hidrofóbica, componentes da parede celular como celulose, polissacarídeos, compostos fenólicos e aromáticos. Externamente à cutina, são depositadas as ceras epicuticulares com morfologia e composição variada.

Os mecanismos de biossíntese, transporte e liberação dos componentes da cutícula pelas células epidérmicas para o meio externo ainda não são totalmente elucidados! Baseado em vários estudos, Tafolla-Arellano e colaboradores (2013) (1) propuseram um modelo para formação da cutícula.

Na primeira etapa, os ácidos graxos são biossintetizados nos cloroplastos e enviados para o retículo endoplasmático por duas possíveis vias de transporte: por mecanismos não vesiculares, devido a proximidade das duas organelas, ou através de proteínas de transferência Acil-CoA.

Na segunda etapa, no retículo endoplasmático, os ácidos graxos são alongados para formar ácidos graxos de cadeia muito longa e posteriormente transportados para a membrana plasmática por duas possíveis vias: através de transportadores proteína-ácido graxo, que liberam os lipídios para um transportador específico ou diretamente na membrana plasmática; ou por intermédio do complexo de Golgi, enviado por vesículas e transferência por balsas lipídicas para a membrana plasmática.

Na terceira e última etapa, os ácidos graxos são transportados para o exterior da membrana plasmática para a cutícula por transferência direta através da parede celular ou por proteínas de transferência.

Curiosamente, a cutícula é mantida durante toda a vida da planta, com grande capacidade adaptativa devido a mudanças estruturais, de espessura e composição durante o desenvolvimento, maturação e senescência dos órgãos vegetais. Sua importância se deve as várias funções como proteção contra os efeitos deletérios da radiação UV-B e poluentes do ambiente, proteção contra a perda de água e gases e à entrada de patógenos. Por estas razões, muitos estudos estão sendo realizados atualmente para entender o processo de formação e manutenção da cutícula em plantas e frutos.

Quer saber mais sobre cutícula, acesse:

Créditos da imagem (1).


Quer saber mais sobre cutícula, acesse:

(1) Tafolla-Arellano, J.C.; González-León, A.; Tiznado-Hernández, M.E.; Zacarías García, L.; Báez-Sañudo, R. Composición, fisiología y biosíntesis de la cutícula en plantas. Revista Fitotecnia Mexicana. 36:1, pp.3-12, 2013.

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Texto escrito por Magda Andréia Tessmer

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Idealizadora e Autora

Francynês Macedo

Bióloga com mestrado e doutorado em Fisiologia e Bioquímica de Plantas pela Esalq/USP. Desenvolve pesquisas na área de Fisiologia de Plantas sob Estresse com ênfase em Eletrofisiologia Vegetal. Possui ampla experiência com a técnica de medição de sinais elétricos em plantas. Na área de ensino tem experiência com Metodologias Ativas de Aprendizagem, incluindo Design Thinking na formação de professores. Propósito de vida: aprender e ensinar.

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